O fim do mundo é agora

Não é a seca, é o capital! Conheça o incrível deserto que está sendo construído pelo homem no Norte de Minas.

Stedile: “Perdemos o controle de nossas riquezas porque perdemos nossa soberania”

Para liderança do MST, o país está sendo controlado pelo capital estrangeiro desde o golpe de estado contra Dilma

Frente Parlamentar lutará contra privatizações de Temer

As frentes parlamentares da Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento Nacional e da Soberania Nacional se reuniram nesta terça-feira (19) com integrantes do setor elétrico para tratar de ações contra as propostas do governo de Michel Temer sobre privatizações na área.

Governo Federal cancela pedido de urgência constitucional para projeto de lei que altera os limites da floresta nacional de Jamanxim

De acordo com o presidente na prática, sem o pedido de urgência, a pauta do plenário da câmara nas sessões ordinárias está liberada para outras votações.

Nova chacina no Pará: 4 mortes no Marajó

  Quatro pessoas foram mortas próximo a uma área da fazenda Aruans no município de Chaves, no Marajó, no início da manhã desta quarta-feira (20). Há outras pessoas feridas no incidente. A informação do número de mortos foi confirmada pela Polícia Civil. Segundo informações de fonte do Diário Online, o incidente ocorreu por volta das 6h30 de...

Descaso: Remédios perdem validade sem chegar a quem precisa

  O estado do Pará gastou mais de 3 milhões de reais em remédios que foram parar no lixo. Retrato da má gestão Jatene.

Artistas cobram derrubada do veto da Lei do Audiovisual e do Recine

Artistas, produtores culturais e parlamentares fizeram uma peregrinação no Congresso nesta terça-feira (19) para garantir a derrubada do veto presidencial à prorrogação do Regime Especial de Tributação para o Desenvolvimento da Atividade de Exibição Cinematográfica (Recine) e da Lei do Audiovisual.

INSTITUTO PAULO FONTELES DE DIREITOS HUMANOS

CartazO Instituto Paulo Fonteles de Direitos Humanos é uma entidade da sociedade civil, sem fins lucrativos, democrática, ecumênica, apartidária e politizada que atua na promoção e defesa dos direitos humanos observando sua universalidade, interdependência e indivisibilidade nas condições da Amazônia paraense, região marcada por conflitos históricos gerados pela forte penetração econômica de grupos nacionais e estrangeiros que, nos últimos 50 anos, foi o principal gerador do caos fundiário, grilagem das terras, crimes de pistolagem, desmatamento, genocídio indígena, pilhagem das riquezas, trabalho escravo, impunidade, fome e miséria.

O Instituto Paulo Fonteles de Direitos Humanos atuará no sentido de estimular a organização do povo, sua consciência crítica, na perspectiva da compreensão de sua condição de oprimido e buscando caminhos para conquistar ou fazer valer direitos inalienáveis, como a saúde, a segurança, a cultura, a educação, o direito à memória, a verdade, a justiça e à vida plena. Sua plataforma consiste na luta por uma sociedade justa, livre, igualitária, culta e sem classes.

A luta de Paulo Fonteles é fonte de inspiração para as novas e futuras gerações, que no limiar do século 21 ainda enfrentam os mesmos problemas. A sociedade, passados quase 30 anos de seu martírio, é muito desigual. Conhecer a vida de combates de Paulo Fonteles pela democracia, pela reforma agrária, pela independência nacional, pelos direitos humanos, fortalece, na sociedade,  a perspectiva de dias melhores.

AGENDA

SOBRE PAULO FONTELES

A trajetória daquele que seria uma das mais contundentes vozes da luta contra o latifúndio e em defesa das liberdades púbicas teve inicio quando o Brasil estava encarcerado pela quartelada de 31 de Março de 1964, que submeteu o país aos terríveis anos da Ditadura Militar, marcada pelas torturas e assassinatos, além da submissão aos interesses externos, notadamente estadunidenses.

O jovem Paulo Fonteles, oitavo filho do marítimo Benedito Lima e de Cordolina Fonteles – uma dona-de-casa que se tornou símbolo da luta conta a impunidade depois de seu assassinato, em 1987 – tomou parte nas manifestações que eclodiram pelo país quando do assassinato do estudante paraense Edson Luís, morto pela repressão política no restaurante Calabouço, no Rio de Janeiro. Naqueles dias a juventude brasileira ganhou pessoa e postura.

Seus relatos daquele período, pela força da sua poesia, revelam a permanente luta pela vida na forma da denúncia da bestialidade dos torturadores que alcunhava como “cães que cavalgam soltos”. Ali, no famigerado Pelotão de Investigações Criminais (PIC) e depois na Barão de Mesquita, no Rio de Janeiro, um dos maiores centros de tortura do país onde os bárbaros foram adestrados  por  víboras  que  insistiam  em afirmar que os métodos da Gestapo estavam ultrapassados e que era necessário reinventar a Santa Inquisição. Naquelas duras condições, ao saberem da resistência armada da Guerrilha do Araguaia, no Sul do Pará, tanto Paulo quanto Hecilda ingressam nas fileiras do Partido Comunista do Brasil.

Paulo Fonteles é eleito o primeiro presidente da Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos (SDDH) e nesse ambiente, em 1978, se coloca à disposição da Comissão Pastoral da Terra (CPT) para advogar para os camponeses do Sul do Pará.

Sua atuação, como advogado da oposição sindical nas contendas contra o pelego Bertoldo Siqueira, na luta para retomar para as mãos dos lavradores o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Conceição do Araguaia vai destilar o ódio em famigerados, como o Major Curió e o Ministro Jarbas Passarinho. Muitos dos instrumentos e quadros da repressão atuaram para derrotar a oposição e até a Rádio Nacional de Brasília fazia campanha para os caudatários do militarismo.

Em 1982 é eleito Deputado Estadual sob a consigna de “Terra, Trabalho e Independência Nacional” e no curso de sua atuação parlamentar é constantemente ameaçado e por diversas vezes denuncia da tribuna da Assembleia Legislativa do Pará as macabras listas de marcados para morrer onde figurava.

Em 1985, um Coronel do Exército e latifundiário, Eddie Castor da Nóbrega anuncia num dos principais jornais paraenses que iria atentar contra a vida do então Deputado. Fonteles no mesmo jornal responde que “se um coronel tem a ousadia de ameaçar de morte um Deputado abertamente, o que este senhor não faz com os trabalhadores rurais de sua fazenda”, concluiu.

Em 11 de Junho de 1987 todas as ameaças se confirmam e no final da manhã daquele dia é assassinado a mando da União Democrática Ruralista (UDR) na região metropolitana de Belém. A ação que atentou contra a vida de Paulo Fonteles ocorreu no mesmo momento em que se votava, no âmbito da constituinte, o Capítulo da Terra.

  • BREVE TRAJETÓRIA DA VIDA DE PAULO CÉSAR FONTELES DE LIMA

Até hoje os mandantes do assassinato de Paulo Fonteles não foram levados a julgamento e, como centenas de casos da pistolagem perpetradas pelo latifúndio seu crime permanece impune o que revela o caráter do judiciário paraense e brasileiro.

REDE TVT – SEU JORNAL

Aqui você pode assistir os jornais diários produzidos pela TV dos Trabalhadores.

Paulo Emmanuel

Paulo Emmanuel

Paulo Emmanuel

Paulo Emmanuel

Paulo Emmanuel

CONVERSA VIVA

NOTÍCIAS ANTERIORES

para os demais posts visite o BLOG.

PF deflagra operação contra desvios da Previdência no Pará

  A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (20) a Operação "Olho de Tandera", que tem como objetivo investigar a gestão fraudulenta e desvios de recursos da Previdência em municípios do Marajó e do nordeste paraense. A estimativa inicial é que o esquema...

Greenpeace denuncia garimpos ilegais na Renca

  Na primeira semana de setembro, ao sobrevoar a Reserva Nacional de Cobre e seus Associados (Renca), na divisa do Pará com o Amapá, uma equipe de investigação do Greenpeace identificou 14 garimpos e oito pistas de pouso ilegais. Uma carta-denúncia, incluindo...

Carta aberta ao general Antonio Mourão

  Por Paulo Fonteles Filho Caro general Antonio Mourão, desde sábado (16), é que se multiplicam vossa manifestação nas redes sociais, blogues, sites, portais e afins por conta de tua última palestra, em Brasília, em evento ligado à maçonaria quando, em ameaça...

“Se Temer vender Brasil, podemos tomar de volta”, diz Requião

Em carta ao Financial Times, o senador Roberto Requião (PMDB-PR) questiona a legitimidade de Michel Temer para representar o Brasil num encontro com investidores internacionais a ser promovido pelo jornal em Nova York no final do mês. Segundo o parlamentar, Temer vai apresentar aos empresários sua agenda de privatizações.

Parceiros

Sites Relacionados

Redes Sociais

Coleções de Fotos

  • 1ª Caravana de Familiares de Mortos e Desaparecidos no Araguaia

ASSISTA A ÍNTEGRA DA HOMENAGEM A PAULO FONTELES

VEJA AS FOTOS DO EVENTO

Paulo Fonteles - 30 anos

.

.