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MOSTRA PAULO FONTELES PELA DEMOCRACIA

 

A Mostra Paulo Fonteles de Cinema pela Democracia reúne filmes documentários que nos ajudam a avaliar a democracia no Brasil de hoje. Com a curadoria de Marcelo Zelic e Paulo Fonteles Filho a programação organizada em 4 blocos, traz uma seleta de curtas censurados durante a ditadura militar, sendo que somente O Apito da Panela de Pressão acabou circulando em ambientes restritos, ficando os demais praticamente inéditos até hoje. Os filmes foram localizados pelo Armazém Memória no Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro em fitas de VHS.

O segundo e terceiro blocos trazem olhares de diretores paraenses sobre a realidade do estado, sua cultura, lutas e contradições. Os filmes de Evandro Medeiros retratam um Pará de conflitos e superações. Os filmes de Januário Guedes ainda estão sendo buscados, por isso termos um único filme na mostra, incluído como um apelo para que se valorize a memória cinematográfica paraense.

No momento político difícil que vive o país, onde a democracia está sob ameaça, o quarto bloco discute o uso do solo no Pará e as consequências do conflito de modelos revivendo os assassinatos de Benezinho, Irmã Doroty e o episódio conhecido como Massacre de Eldorado dos Carajás, percorrendo mais de 30 anos de luta pela terra no estado do Pará.

Paulo Fonteles, em vida, teve vários enfrentamentos em busca de justiça social e pela consolidação democrática em nosso país, neste sentido a mostra organizada pelo Instituto Paulo Fonteles de Direitos Humanos se coloca como uma reafirmação de direitos e contra o golpe de estado que busca se consolidar no Brasil.

 

BLOCO 1 – Curtas Censurados na Ditadura Militar

Neste bloco reunimos filmes produzidos durante a ditadura e que não puderam ser exibidos nos anos 70, sendo que a sua maioria continuaram inéditos até a democratização.

  • Roças
  • Tarumã
  • Veias Abertas
  • O Apito da Panela de Pressão
  • Restos
  • 6ª Feira da Paixão
  • Violada na Caixa D’Água

 

BLOCO 2 – O Pará de Evandro Medeiros

Neste bloco parte da produção do cineasta, professor da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará e ativista Evandro Medeiros. Os filmes documentam com olhar crítico,  as contradições da Amazônia dos nossos dias.

  • Carajás XXI
  • Araguaia: Campo Sagrado
  • Ubá: UM Massacre Anunciado
  • Dezinho: Vida, Sonho e Luta
  • Dia de Mangal
  • Mulheres do Mangue
  • Formar Florestal
  • Museu da Guerrilha do Araguaia: Instrumento de Espionagem Militar

BLOCO 3 – O Cinema de Januário Guedes

  • Ver-o-Peso (1984)

BLOCO 4 – A Luta pela Terra no Pará

  • Bioenergia – Vida ou Morte da Agricultura Familiar na Amazônia
  • Quem Matou Benezinho?
  • Mataram Irmã Dorothy
  • O Massacre de Eldorado dos Carajás

 




MOSTRA VIRTUAL BRASIL NUNCA MAIS

A Mostra Virtual de Vídeos Brasil: Nunca Mais é uma iniciativa pedagógica, com dois eixos de trabalho. Um deles consiste em preservar, reunir e disponibilizar na internet um conjunto de registros audiovisuais que retratam o período da ditadura militar que ocorreu no Brasil entre os anos de 1964 a 1985; o outro, facilitar através da página na internet o acesso por professores, alunos e usuários a estes conteúdos, auxiliando o estudo e debate de nossa história recente, para a compreensão sobre os rumos de nosso país.

O material objeto desta mostra encontrava-se disperso em acervos de várias instituições dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, guardados em fitas de vídeo-cassete com pouco uso ou nenhum, uma vez que tal suporte com o advento dos aparelhos de DVD tornou-se obsoleto, ficando estes VHSs esquecidos em armários ou prateleiras. No processo de construção do catálogo, vários títulos dos materiais reunidos foram recuperados, evitando que seus conteúdos pudessem perder-se dada a situação de mofo e deteriorização de algumas fitas de VHS encontradas. O material coletado foi limpo e recuperado, digitalizado, convertido para DVD e devolvido às instituições e pessoas que gentilmente cederam o material para o desenvolvimento do projeto, onde migrados para o novo suporte, voltam a ter utilidade nas prateleiras das instituições.

A memória histórica é fator de aprendizado, aperfeiçoamento e troca de experiência entre as gerações. Divulgue e participe deste esforço.

Realização: Instituto de Políticas Relacionais – IPR e Armazém Memória. Organização: Marcelo Zelic.

 


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  • 1ª Caravana de Familiares de Mortos e Desaparecidos no Araguaia