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“O trem que leva passageiros já havia passado, o trem de minérios nunca chegou enquanto estávamos no local, não havia barricadas e nem obstrução da ferrovia, não houve queima de pneus ou madeira, apenas meninos e meninas de rostos pintados, carregando cartazes em cartolina e com corpos cobertos de argila fazendo performances poéticas como forma de denuncias dos crimes praticados pela mineradora, que mente para tentar esconder suas práticas autoritárias de constrangimento e assédio moral sobre os moradores de comunidades por ela impactadas e contra qualquer um que a critique ou a ela se oponha.

Eram apenas meninos e meninas estudantes, poucos em verdade, mas carregados de imensa coragem, rebeldia e o compromisso ético de não se calar diante das destruições praticadas pela Mineradora Vale e da omissão da justiça e dos governos desse país!

Eram apenas meninos e meninas, poucos em verdade, mas estavam acompanhados da força exemplar de pessoas da comunidade e membros de algumas organizações sociais, que ainda resistem também com coragem e ética!

Eram apenas meninos e meninas, poucos em verdade, mas acompanhados de seus professores, nós, também poucos, mas imensamente orgulhosos por perceber que a universidade que fazemos tem estudantes que já se apresentam como futuros profissionais éticos, críticos e solidários, comprometidos com as causas sociais e com a defesa da justiça e a construção de um mundo melhor.

Aqui, a cidadania ativa faz parte de nossa formação!

Aqui não Vale o “cala boca” usado pela empresa em outras situações!

Aqui há dignidade, não vai ter arrego! “