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Por Paulo Fonteles Filho

Há quase 38 anos o jornal “Movimento” – edição nº 165 de 28 de agosto de 1978 – publicava a apreensão da quinta edição do jornal paraense “Resistência” cuja ordem partiu do então ministro da Justiça do governo Geisel, Armando Falcão.

A ação da polícia federal envolveu a prisão do gráfico Paulo Rocha – hoje líder do PT no Senado – bem como o empastelamento do jornal e processos com base na famigerada Lei de Segurança Nacional (LSN) contra os ex-presos políticos Hecilda Veiga, Isa Cunha, Paulo Fonteles  e Humberto Cunha, além do editor Luiz Maklouf de Carvalho.

O “crime” cometido pelos paraenses foi denunciar publicamente o aparato repressivo e a tortura contra opositores do regime militar praticados nas dependências do próprio ministério do Exército – na Esplanada dos Ministérios em Brasília – e a participação de altas patentes naquele processo violento, como o general Antonio Bandeira.

O que causou perplexidade, na opinião do “Movimento”, foi o fato de que o governo de então se dispôs a investigar as vítimas e denunciantes dos crimes cometidos pelo próprio Estado brasileiro. Naqueles dias a denúncia da tortura de presos políticos e os casos de desaparecimentos forçados vinham à tona o que fez aumentar sobremaneira a luta pela Anistia, enfim conquistada – parcialmente – um ano depois, em 1979.

A digitalização e publicização do acervo do jornal “Resistência” será uma importante ferramenta para a compreensão da Amazônia paraense nos dias terríveis da ditadura militar.

A bola está com a Comissão da Verdade do Pará.
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Arte de Angelina Anjos.