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A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) afirmou que “Fonteles seguiu firme na denúncia dos crimes cometidos pela ditadura militar e sempre na linha de frente das principais lutas no estado do Pará”. A central lembrou que o militante pôs a “vida constantemente em risco” ao enfrentar as elites locais.

“Paulo Fonteles Filho se foi, mas seu legado e ideais seguirão firmes como farol para a luta em defesa de um Brasil livre, mais justo e sem opressão”, afirmou a nota da CTB.

Joaquim Pinero, da direção nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) lembrou que Paulinho foi um “grande militante das causas populares e direitos humanos” e “histórico amigo do MST”.

A nota continuou afirmando: “Uma grande perda. Seguiremos em frente. Te levaremos conosco até o mundo livre que tanto sonhaste!”.

O Instituto Paulo Fonteles de Direitos Humanos, que era presidido por Paulinho, também divulgou nota em que fala da profunda tristeza que ficou. “Todos nós estamos consternados nessa manhã triste, com essa perda! Mais fica a saudade e seu exemplo pra luta do povo e por uma sociedade mais justa, mais fraterna e socialista”.

A nota do Instituto definiu Paulinho como “um dos mais brilhantes e atuantes defensores da Luta do Povo e dos Direitos Humanos. Sua trajetória é incontestável”.

À frente do Instituto, da Comissão Estadual da Verdade e do Comitê Paraense pela Verdade, Memória e Justiça, Paulinho Fonteles teve papel destacado “pelo resgate da memória, da verdade e da justiça para apuração dos crimes cometidos pela ditadura militar nos anos de chumbo no Brasil”.

Nota do Sindicato dos Bancários do Pará afirmou nesta quinta que Paulinho deixa uma grande lacuna na luta em defesa dos direitos humanos no Pará. “Será sempre lembrado pela sua história dedicada às lutas da juventude e dos movimentos sociais no Pará.”