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Em campanha, 800 agentes de saúde distribuirão em um ano 5.000 flores a mulheres da região das ilhas e de várias regiões do estado, para que lembrem da importância de fazer o exame anualmente.

Nos últimos seis anos caiu em mais de 20% o número de mulheres que fizeram o exame preventivo no Pará. Entre os motivos, estão a distância dos centros de saúde ou a falta de conhecimento, mas uma campanha quer mudar isso.

Mulheres que vivem na região das ilhas ao redor de Belém estão sendo presenteadas com flores. O vaso de flores chega pelas mãos de uma agente de saúde. A orquídea é uma forma das mulheres lembrarem que também precisam cuidar da saúde, assim como cuidam do lugar onde vivem. Essa é uma espécie única, criada para florescer uma vez ao ano, justamente o período recomendado pela Organização Mundial da Saúde para a realização do exame ginecológico.

Wellen Nascimento explica que as mulheres das ilhas não vão aos postos de saúde por causa da dificuldade de transporte até a capital. “Como aqui no nosso posto de saúde não tem, tem que ir pra Belém”, diz.

Nos últimos seis anos, segundo a Secretaria de Saúde, o número de mulheres que fazem esse tipo de exame no Pará (2012 a 2017) diminuiu 25%, mesmo sendo o exame preventivo a única forma de descobrir o HPV, um vírus sexualmente transmissível e principal causador do câncer do color do útero, o que mais mata mulheres no Pará.

A incidência da doença do estado é três vezes maior que a média nacional. “O perfil da mulher que morre no Pará tem três grandes características: a mulher que nunca fez o exame preventivo ou a mulher que não o faz há cinco anos; a mulher que tem pouco estudo, de 0 a 3 anos de estudo; e a mulher que vive abaixo da linha da miséria, aquela que vive com menos de R$400 por mês, que está mais preocupada em sobreviver junto com a sua família do que com a sua saúde”, diz a secretária de saúde Heloísa Guimarães.

Os dados impressionaram Félix, criador da campanha Flor da Vida. “Quando uma campanha consegue salvar vidas, ai arrepia!”, diz.

A ideia é que 800 agentes de saúde distribuam em um ano 5.000 flores, não só nas ilhas, mas em várias regiões do estado. O objetivo é que a informação chegue a um milhão de mulheres. Cada vez que a orquídea florescer, vai surgir com ela a chance de uma vida saudável.

FONTE: https://g1.globo.com/pa/para/noticia/nos-ultimos-6-anos-cai-em-mais-de-20-o-numero-de-mulheres-que-fazem-preventivo-no-para.ghtml