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Estudantes da escola Helena Guilhon, no bairro do Coqueiro, se uniram ao movimento dos professores. A mais de uma semana, eles ocupam o colégio para chamar atenção do governo para os problemas que vivem diariamente.

A greve dos professores da rede estadual de ensino já dura mais de um mês em Belém. A categoria pede principalmente pelo o reajuste do piso salarial e melhores condições de trabalho. Muitos alunos apoiam os professores enquanto o empasse entre o governo e grevista continua. Com isso estudantes buscam alternativas para não deixar de estudar.

Segundo o sindicato, 60% dos professores da rede estadual de ensino cruzaram os braços. “A greve continua. Nós esperamos negociar com o governo essa semana avanços efetivos com a nossa pauta”, disse o professor.

Estudantes da escola Helena Guilhon, no bairro do Coqueiro, se uniram ao movimento dos professores. A mais de uma semana, eles ocupam o colégio para chamar atenção do governo para os problemas que vivem diariamente. Ventiladores enferrujados, grades de proteção caindo aos pedaços e banheiros sem manutenção, são alguns dos problemas enfrentados pelos alunos.

“A escola está sucateada, as cadeiras estão todas quebradas e a gente não tem condições de estudar nesse lugar. Sinceramente fico triste por ver que nossos alunos e professores estão expostos a tudo isso”, reclama a aluna.

A greve

greve que iniciou no dia 2 de maio e tem como principais reinvindicações, o pagamento do piso do magistério, a reforma das escolas, o fim da violência nas unidades de ensino e a unificação do Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR).

Uma decisão do Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJE-PA) aprovou por unanimidade no dia 25 de abril, que obriga o Governo do Estado a pagar o piso salarial nacional aos professores do estado. Segundo o Sintepp, no Pará os trabalhadores em educação recebem abaixo do piso desde 2015, mesmo a Lei 11.738 de 2008 destacando que os docentes não podem receber valor inferior.