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Movimentos ligados às frentes Brasil Popular e Povo sem Medo prometem nos 10 dias que faltam para o segundo turno intensificar corpo a corpo por virada nas urnas, pela democracia e os direitos do povo

por Portal CUT

Os 10 dias que faltam para o segundo turno da eleição são uma eternidade e ainda dá tempo de “afastar o fantasma que assombra a democracia” brasileira, disse o candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad. O candidato esteve na plenária dos movimentos sindical e sociais ligados às frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, que reúnem entidades como MTST, MST, UNE, CUT, CTB e Intersindical, realizada nesta terça-feira (16). A reportagem é de Tatiana Melim, do Portal CUT.

“Temos em torno de 40 milhões de pessoas fora dessa porta aqui que querem votar na gente. Nós precisamos ampliar mais 10 milhões para ganhar a eleição. Nós já temos 40 milhões e mesmo que estivéssemos sozinhos, só entre nós, essa luta valeria a pena, porque a causa é muito nobre, a causa é muito justa”, disse Haddad a um saguão lotado da sede da CUT. Muita gente acabou ocupando parte da rua em frente ao prédio da central, no bairro do Brás, região central de São Paulo.

Jovens, lideranças comunitárias, dirigentes sindicais, aposentados e trabalhadores e trabalhadoras de diversas categorias, apreensivos com o momento político pelo qual atravessa o Brasil, se reuniram para declarar apoio aberto dizer ao candidato do PT à Presidência da República em defesa da democracia e com compromisso de intensificar a presença nas ruas.

O compromisso com a democracia, com o país, com os direitos dos brasileiros independentemente da raça, do credo, da região do país onde nasceu e das orientações sexuais deram o tom de todas as falas de representantes dos movimentos.

“Estamos aqui para reafirmar o nosso compromisso com a democracia, intensificar a campanha de rua e ganhar essa eleição”, disse o presidente da CUT, Vagner Freitas. “Não é hora de se abalar com pesquisas eleitorais e o jogo baixo da candidatura de extrema direita representada por Jair Bolsonaro (PSL), que foge dos debates e vive de mentiras no submundo das redes sociais.”

Vagner enfatizou que o momento é de “intensificar daqui até o dia 28 a nossa presença nas ruas, favelas, periferias, locais de trabalho e todo lugar onde o povo está”.

Haddad agradeceu a central por estar sempre disponível nos momentos críticos da história do país e também a militância presente pela disposição de luta de todos. Em sua fala, fez questão de destacar dois agradecimentos: à vice de sua chapa, Manuela D’Ávila, e a Guilherme Boulos, candidato à presidência pelo Psol.

“Quando Lula, em São Bernardo do Campo, se despedia de nós em um momento dramático da vida nacional, ele levantou a mão de Boulos e da Manuela e falou que estava diante do futuro do Brasil. E em muito pouco tempo vocês dois demonstraram a estatura que têm para liderar o processo histórico da esquerda brasileira”, disse o candidato, dirigindo-se a Manuela e Boulos, presentes no evento.

Segundo Haddad, a firmeza de posicionamento de ambos, que se equipara a lideranças como Miguel Arraes, Leonel Brizola e Mario Covas, “que não titubearam em se posicionar em 1989 diante da ameaça imposta pelo outro projeto”, é fundamental para que o Brasil não volte aos tempos sombrios representados pela candidatura de Jair Bolsonaro (PSL). “O significado de a elite apoiar incondicionalmente uma figura como Bolsonaro quer dizer que ela está disposta a tudo para evitar que o projeto que representa o povo e a classe trabalhadora volte a governar esse país.”

Haddad convocou os apoiadores a não desanimar diante das dificuldades e das pesquisas eleitorais. “Se fosse assim, eu não teria ganhado do Serra em 2012 e nem a Dilma do Aécio em 2014. Quando eu ganhei em 2012, não apareci na frente em nenhuma pesquisa eleitoral. Em 2014, eles já estavam abrindo o champanhe para comemorar uma vitória que não aconteceu”, disse se referindo à eleição da ex-presidenta Dilma Rousseff, com mais de 54 milhões de votos.

Virar o jogo nas ruas

Todas as lideranças presentes destacaram que o momento é de virar essa eleição nas ruas, no debate corpo a corpo com o povo, pois é o futuro da democracia, os direitos da classe trabalhadora que estão em jogo.

“Em um momento como esse, importante e delicado para a história do Brasil, não é hora de ficar em cima do muro ou com ressentimento político. É a defesa da democracia contra um projeto autoritário, ditatorial, que ataca os pobres, os negros, as minorias”, enfatizou Boulos. “Temos mais de 10 dias para construir a virada e desmistificar para o povo quem é Jair Bolsonaro. Ele diz que defende a segurança pública, mas apoia publicamente milícias no Rio de Janeiro. Esse é o Bolsonaro que precisamos mostrar ao povo.”

A presidenta do PT, senadora Gleisi Hoffmann, também destacou o momento crucial pelo qual passa a jovem democracia brasileira e conclamou a militância a lutar contra a máquina de mentiras e o jogo “sórdido” dos adversários.

“Em 1988, defendemos uma democracia completa para o povo, com direitos, além das liberdades democráticas. Defendemos o direito básico e sagrado na vida de uma pessoa, que é o direito a comida, trabalho, educação. E é isso o que está em jogo e precisamos defender”.

Vagner Freitas

Vagner Freitas, da CUT: ‘Não é hora de se abalar com o jogo baixo da candidatura que foge dos debates e vive de mentiras’

FONTE: https://www.redebrasilatual.com.br/eleicoes-2018/haddad-a-dignidade-humana-e-o-futuro-das-proximas-geracoes-estao-em-jogo