vermox und ein antinfiammatorio

O governador reeleito pelo Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), usou as redes sociais nesta quarta-feira (24) para ter uma conversa franca ao vivo com a população sobre o pleito eleitoral deste segundo turno presidencial. Ele voltou a afirmar que não se trata de uma escolha entre candidatos ou partidos, mas “entre a barbárie e a civilização”.

O governador pediu que o eleitor faça uma reflexão de vários aspectos que cercam os candidatos Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL).

“Eu conheço bem os dois candidatos. Conheço porque participo da política brasileira há 12 anos… São duas pessoas muito diferentes, o Haddad e o Bolsonaro. O Haddad é professor, como eu. O Haddad acredita na educação. O Bolsonaro é político há muitos anos, vive da política. Ele e a família dele. Como ele vive da política e já tem muitos mandatos como deputado federal. Nesses anos todos na Câmara ele nunca deu qualquer contribuição relevante para o Brasil”, comparou Flávio Dino, citando como era a convivência com Bolsonaro na Câmara, quando era deputado federal pelo Maranhão.

“O Haddad foi prefeito, foi ministro, mas deu a sua contribuição efetiva com programa como o Prouni, que hoje milhões de estudantes já passaram por esse programa”, apontou.

Flávio Dino também desmontou a construção da imagem de “patriota” de Bolsonaro que vive de verde-amarelo. “Não basta você vestir verde-amarelo e se dizer patriota…. além se vestir é preciso defender os interesses do nosso país”, enfatizou o governador. “Será que privatizar tudo é defender os interesses do Brasil, minha gente?”, questionou.

“Você acha razoável pegar a Petrobras, com o petróleo brasileiro, com a energia brasileira, e vender? Alguém pode achar razoável vender todas as empresas de energia do Brasil. E vender para empresas estrangeiras. Isso é antipatriótico! Isso não honra as cores do Brasil”, reforçou.

Outra comparação que o governador maranhense pediu para os eleitores fazerem foi sobre o perfil dos candidatos. “São pessoas diferentes na capacidade de diálogo”, afirmou. “Minha gente, um bom líder sabe ouvir. O Haddad é uma pessoa ponderada, moderada. Enquanto o outro candidato vocês estão vendo: é uma pessoa que fala as coisas sem pensar e que depois fica se desculpando dizendo que não era bem aquilo”, salientou.

“É uma pessoa imprudente. E você entregaria os destinos do nosso país para uma pessoa que fala as coisas sem refletir?”, questionou.

Ele aproveitou também para rechaçar o esquema de disparo de fake news montado por aliados da campanha de Jair Bolsonaro (PSL), que foi desvendando a partir e reportagem investigativa do jornal Folha de S. Paulo. O objetivo do esquema era propagar notícias falsas contra Haddad e macular a imagem do candidato.

Para Dino, um bom político caminha com a verdade ao seu lado e não pode mudar de opinião todo momento. “O que estamos vendo nessa eleição presidencial? O candidato Bolsonaro, infelizmente, tem afirmado coisas que depois a própria Justiça diz que não são verdades”, afirmou.

Ele citou como exemplo a retirada de perfis das redes sociais do ar. “E por que a Justiça determinou isso? Porque eram perfis da internet que veiculavam mentiras. Não sou eu quem tá dizendo. Não é o Haddad. As vezes por uma questão ideológica a pessoa fecha os ouvidos. Quem disse foi Justiça”, ressaltou.

“Nós podemos votar em um candidato baseado em mentira? Eu como cristão, acredito que nós precisamos andar sempre com a verdade porque a libertação vem da verdade. A verdade é que liberta”, completou.

Sobre a proposta de armar a população feita por Bolsonaro, Flávio Dino também citou uma passagem da Bíblia. “Como cristão eu lembro do livro de Isaías que diz que “a paz é fruto da justiça’. O que estamos vendo? Será que colocar uma arma na mão do marido da sua filha vai resolver algum problema? Colocar uma arma na mão de um filho dentro de casa, às vezes por descuido ou imprudência, vai resolver algum problema? Arma é uma coisa tão séria que tem que estar em mãos certas”, frisou.

Assista na íntegra: