TVT estreia programa para debater dilemas da realidade brasileira

  O primeiro programa "Entrevistas" vai ao ar nesta terça (14), às 21h, no canal 44.1 da TV Digital da Grande São Paulo Luciana Console   A TVT estreia nesta terça-feira (14) mais um novo conteúdo em sua programação. Trata-se do programa “Entrevistas”, que tem o objetivo de trazer personagens da sociedade brasileira para debater as mais variadas...

Transamazônica, 45 anos | Presença indígena é a tábua de salvação da floresta

  Primeiro capítulo da série de reportagens sobre a BR-230, baseada em um relato de viagem pelo Pará por Daniel Giovanaz  Em 25 de outubro de 2016, cem moradores dos municípios Palestina do Pará e Brejo Grande do Araguaia armaram um piquete na ponte que une o Tocantins ao Pará pela BR-230. A estrutura de concreto de 900 metros sobre o rio...

Pimenta: O que aconteceria se eu dissesse que Moro deve morrer?

  O deputado federal Paulo Pimenta (PT-SP) usou as redes sociais para chamar a atenção para a gravidade das ameaças de morte ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No fim de semana, o colunista Mario Vitor Gonçalves que publicou o artigo "Lula deve morrer", que traz trechos perturbadores. "Pelo bem do País, Lula deve morrer. Eis uma verdade...

Mulheres protestam em Belém e outras capitais contra proibição do aborto em todos os casos

  Atualmente no Brasil é permitido aborto em caso de estupro, risco à vida da mulher e em casos de bebês anencefálicos. Caso PEC 181 seja aprovada, será proibido fazer aborto em todos os casos, inclusive em caso de estupro. Se encerrou por volta das 19h30 desta segunda-feira (13) em Belém a manifestação contra a Proposta de Emenda Constitucional...

Sonia Guajajara: De novo espelhos e badulaques para nós?

  Um grupo de deputados ruralistas resolveu realizar um tal “Encontro nacional da agricultura indígena”, o que inicialmente era chamado de audiência pública na Câmara dos Deputados. Realmente, não pode ser chamada de pública aquilo que é privado ou restrito a quem está de acordo. Lá fora, líderes indígenas contrários ao te atro prestes a ser...

Trabalhadores da EBC decidem entrar em greve na próxima terça (14)

Em protesto à falta de reajuste salarial e à retirada de direitos, jornalistas e radialistas decidem por paralisação

Professor intimado pela USP: “Há triagem ideológica na universidade brasileira”

Marcos Sorrentino responde a sindicância por realizar atividade em parceria com o MST em abril deste ano

INSTITUTO PAULO FONTELES DE DIREITOS HUMANOS

CartazO Instituto Paulo Fonteles de Direitos Humanos é uma entidade da sociedade civil, sem fins lucrativos, democrática, ecumênica, apartidária e politizada que atua na promoção e defesa dos direitos humanos observando sua universalidade, interdependência e indivisibilidade nas condições da Amazônia paraense, região marcada por conflitos históricos gerados pela forte penetração econômica de grupos nacionais e estrangeiros que, nos últimos 50 anos, foi o principal gerador do caos fundiário, grilagem das terras, crimes de pistolagem, desmatamento, genocídio indígena, pilhagem das riquezas, trabalho escravo, impunidade, fome e miséria.

O Instituto Paulo Fonteles de Direitos Humanos atuará no sentido de estimular a organização do povo, sua consciência crítica, na perspectiva da compreensão de sua condição de oprimido e buscando caminhos para conquistar ou fazer valer direitos inalienáveis, como a saúde, a segurança, a cultura, a educação, o direito à memória, a verdade, a justiça e à vida plena. Sua plataforma consiste na luta por uma sociedade justa, livre, igualitária, culta e sem classes.

A luta de Paulo Fonteles é fonte de inspiração para as novas e futuras gerações, que no limiar do século 21 ainda enfrentam os mesmos problemas. A sociedade, passados quase 30 anos de seu martírio, é muito desigual. Conhecer a vida de combates de Paulo Fonteles pela democracia, pela reforma agrária, pela independência nacional, pelos direitos humanos, fortalece, na sociedade,  a perspectiva de dias melhores.

AGENDA

SOBRE PAULO FONTELES

A trajetória daquele que seria uma das mais contundentes vozes da luta contra o latifúndio e em defesa das liberdades púbicas teve inicio quando o Brasil estava encarcerado pela quartelada de 31 de Março de 1964, que submeteu o país aos terríveis anos da Ditadura Militar, marcada pelas torturas e assassinatos, além da submissão aos interesses externos, notadamente estadunidenses.

O jovem Paulo Fonteles, oitavo filho do marítimo Benedito Lima e de Cordolina Fonteles – uma dona-de-casa que se tornou símbolo da luta conta a impunidade depois de seu assassinato, em 1987 – tomou parte nas manifestações que eclodiram pelo país quando do assassinato do estudante paraense Edson Luís, morto pela repressão política no restaurante Calabouço, no Rio de Janeiro. Naqueles dias a juventude brasileira ganhou pessoa e postura.

Seus relatos daquele período, pela força da sua poesia, revelam a permanente luta pela vida na forma da denúncia da bestialidade dos torturadores que alcunhava como “cães que cavalgam soltos”. Ali, no famigerado Pelotão de Investigações Criminais (PIC) e depois na Barão de Mesquita, no Rio de Janeiro, um dos maiores centros de tortura do país onde os bárbaros foram adestrados  por  víboras  que  insistiam  em afirmar que os métodos da Gestapo estavam ultrapassados e que era necessário reinventar a Santa Inquisição. Naquelas duras condições, ao saberem da resistência armada da Guerrilha do Araguaia, no Sul do Pará, tanto Paulo quanto Hecilda ingressam nas fileiras do Partido Comunista do Brasil.

Paulo Fonteles é eleito o primeiro presidente da Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos (SDDH) e nesse ambiente, em 1978, se coloca à disposição da Comissão Pastoral da Terra (CPT) para advogar para os camponeses do Sul do Pará.

Sua atuação, como advogado da oposição sindical nas contendas contra o pelego Bertoldo Siqueira, na luta para retomar para as mãos dos lavradores o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Conceição do Araguaia vai destilar o ódio em famigerados, como o Major Curió e o Ministro Jarbas Passarinho. Muitos dos instrumentos e quadros da repressão atuaram para derrotar a oposição e até a Rádio Nacional de Brasília fazia campanha para os caudatários do militarismo.

Em 1982 é eleito Deputado Estadual sob a consigna de “Terra, Trabalho e Independência Nacional” e no curso de sua atuação parlamentar é constantemente ameaçado e por diversas vezes denuncia da tribuna da Assembleia Legislativa do Pará as macabras listas de marcados para morrer onde figurava.

Em 1985, um Coronel do Exército e latifundiário, Eddie Castor da Nóbrega anuncia num dos principais jornais paraenses que iria atentar contra a vida do então Deputado. Fonteles no mesmo jornal responde que “se um coronel tem a ousadia de ameaçar de morte um Deputado abertamente, o que este senhor não faz com os trabalhadores rurais de sua fazenda”, concluiu.

Em 11 de Junho de 1987 todas as ameaças se confirmam e no final da manhã daquele dia é assassinado a mando da União Democrática Ruralista (UDR) na região metropolitana de Belém. A ação que atentou contra a vida de Paulo Fonteles ocorreu no mesmo momento em que se votava, no âmbito da constituinte, o Capítulo da Terra.

  • BREVE TRAJETÓRIA DA VIDA DE PAULO CÉSAR FONTELES DE LIMA

Até hoje os mandantes do assassinato de Paulo Fonteles não foram levados a julgamento e, como centenas de casos da pistolagem perpetradas pelo latifúndio seu crime permanece impune o que revela o caráter do judiciário paraense e brasileiro.

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Era um daqueles dias de sol que apenas a região desmatada e castigada do sul do Pará proporciona. Marabá esturricava. Eu e Paulinho Fonteles entramos numa loja por conta de uma promoção de calças. O preço, quase inacreditável, nos fez comprar mais de uma. Paulinho se empolgava de forma absurda. Diante do meu estranhamento, explicou que não costumava comprar as próprias roupas. Saímos da loja rindo alto.

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